
Um dos traficantes mais procurados do Rio, Nei da Conceição Cruz, o Facão, de 38 anos (foto), foi preso na tarde desta sexta-feira, no Guarujá, litoral paulista. Principal liderança da facção Terceiro Comando Puro (TCP), ele estava foragido desde abril, quando recebeu o benefício de trabalho extra-muros e não retornou à Casa de Custódia Cândido Mendes, no Centro. Facão era considerado evadido.
Ao contrário do que informou parte da imprensa, não houve auxílio da polícia de São Paulo na prisão de Facão. Ele era monitorado por meio de escutas telefônicas há pelo menos um mês pelo pessoal da Sispen (Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário). Os agentes chegaram ao traficante através da mulher dele, com quem ele ia se encontrar no momento da prisão e que era monitorada há muito mais tempo.
O próprio traficante ficou assustado no momento da prisão e chegou a pensar que estaria sendo sequestrado por bandidos ligados a traficantes rivais, já que os agentes da Sispen não usam uniforme e nem carro caracterizado.
Parte da imprensa repercutiu a prisão com alguns delegados e um deles chegou a dizer que pouco importava a autoria da prisão. O mais importante era a própria prisão. Isso é verdade, mas se a prisão fosse dessas delegacias, certamente Facão seria exibido como troféu, com direito à presença do secretário José Mariano Bertame, da Segurança.
Propina a policiais
Outro delegado disse que a Polícia Civil estava muito perto de prender Facão, mas a própria Sispen tem informes de que uma delegacia especializada estaria recebendo propina para não prender Facão. Claro que ninguém no órgão de inteligência confirma essa informação oficialmente, mas entre os agentes essa informação circula há tempos.
Responsável por uma guerra recente no Complexo da Maré, que já matou mais de 20 pessoas, Facão estava com dois mandados de prisão expedidos e agora perde o direito ao regime semi-aberto.
Parabéns ao pessoal da Sispen!
Um dos criminosos mais procurados do Rio, o traficante Ney da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos, foi preso em Guarujá, no litoral de São Paulo, por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), subordinada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.
Evadido do Sistema Penal desde o último 13 de abril, quando recebeu do juiz o benefício de trabalho extramuros, Facão vinha sendo monitorado há cerca de um mês – através de escutas telefônicas autorizadas pela promotora Valéria Videira Costa, titular da 21ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) e chefe do Núcleo de Monitoramento do Sistema Penitenciário no Ministério Público.
A equipe da Sispen, após identificar que ele se encontraria com a esposa no Centro do Guarujá, se deslocou para a cidade paulista e conseguiu prendê-lo no meio da rua. O criminoso não estava armado e também não resistiu à prisão. A mulher dele foi liberada. Segundo informações do órgão, o traficante acertava com a esposa a compra de um imóvel para que ela e os dois filhos se instalassem definitivamente no município do litoral de São Paulo.
O secretário de Estado de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro de Carvalho, reforçou a importância do Setor de Inteligência Penitenciária e ressaltou a importância da prisão.
“A Inteligência em qualquer segmento é importantíssima. Não temos que ficar brigando por domínio de equipamentos. Qualquer instituição séria pode ter recursos necessários para combater o crime. A prisão chegou em um momento muito importante, já que se questionava a existência da Sispen, que sempre apoiou o Ministério Público na elucidação de grandes delitos. A prisão do criminoso representa um baque significativo, já que ele e o Matemático (Márcio José Sabino Pereira, que também recebeu o mesmo benefício e não retornou ao presídio) queriam dar uma estrutura à facção criminosa com maior controle, o que seria um risco para a sociedade. Nosso próximo objetivo é o Matemático”, enfatizou César Rubens.

Durante uma entrevista coletiva, o secretário foi questionado sobre a progressão de regime de presos de alta periculosidade, como Facão – que obteve na Justiça o benefício de trabalho extramuros, após conseguir uma vaga como auxiliar administrativo em uma empresa chamada ADG Comércio de Metais e Ferragens Ltda., em Bonsucesso.
“Os critérios para avaliação da concessão de um benefício aos presos existem. Mas, na nossa concepção deveriam ser iguais a alguns países onde determinados presos começam e terminam a pena no mesmo regime. Entendemos que presos de alta periculosidade, se condenadas ao regime fechado, devem cumprir a pena integralmente. Nós somos a favor da ressocialização, da reintegração, da remissão da pena, mas a progressão automática deve ser repensada pela sociedade. Os magistrados, às vezes, ficam reféns das leis que vigem hoje. Eles não podem interferir na lei. Ninguém está acima da lei”, ressaltou.
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Fontes:
Créditos Jornalísticos: Roberta Trindade
http://temosisso.blogspot.com/2009/10/sozinha-sispen-prende-facao-em-sao.html