Como se não Bastasse Roubar Verbas Públicas

Exclusivo:

Bolão de deputados e senadores, em Brasília, leva a metade da Mega Sena da virada.Mas a ordem, na Caixa, é só falar no pobre jardineiro de São Paulo, que levou a outra metade, para desviar o foco.
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Depois não digam que eu não avisei.


Créditos Jornalista Marcio G.

QUANTO CUSTA POR MÊS CADA UPA?



No Rio de Janeiro os serviços públicos e os funcionários públicos estão em baixa.
Cabral e Paes são gestores modernos e investem em terceirizações e em gratificações para poucos.
Saúde, segurança e educação públicas são muito ruins e a população sofre com isso.
Na onda das terceirizaçãoes e dos aluguéis, o Ministério Público irá avaliar os contratos celebrados entre a Secretaria de Segurança de Beltrame e a Empresa Júlio Simões, que fornece viaturas para a Polícia Militar de Cabral.
Nessa direção, tenho ouvido e lido que as instalações e até equipamentos das UPAs seriam alugados e que o custo seria muito alto.
Alguém saberia esclarecer qual o custo mensal dos aluguéis de cada UPA?

A Paz? Será? Quando ?



"Apresenta um capítulo de segurança em situações diversas e não deixa de abordar a respeito do conflito de quarta geração. De particular interesse é a abordagem da matéria relativa às armas de fogo. Na maioria das vezes a ação criminosa se desenvolve com o emprego de armas de grosso calibre, entradas no País mediante contrabando."

O que não pode faltar numa reportagem sobre operação policial em favelas do Rio


Outro dia surgiu em um blog uma discussão sobre as matérias de operações policiais em favelas do Rio. Alguns pessoas defendem a idéia de acompanhar a polícia integralmente durante as suas incursões, enquanto outros se mostram veementemente contra essa prática. Com uma coisa eu preciso concordar: as coberturas desse tipo de matéria são sempre muito parecidas, praticamente iguais.

informações que não podem faltar em uma matéria sobre operação policial em favelas.

1- Quantidade de policiais envolvidos. Geralmente é citada para dar a dimensão da ação policial. Quando conta com a participação de poucos, só é informada quando o resultado é muito satisfatório. O apoio de caveirões e de helicópteros é coisa certa.

2- Batalhões e Delegacias. Para o público em geral pouco importa qual o batalhão ou a delegacia que participaram da operação. Tudo é polícia. Mas alguns colegas citam todas as unidades envolvidas, inclusive com o nome de grandes especializadas como a Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Saúde Pública (DCCSP). E lá se foi um parágrafo...

3- Objetivo da operação. Isso também é importante, embora quase sempre a polícia limite-se a dizer que é o combate ao tráfico de drogas ou apreender armas e drogas. Cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão também são comuns.

4- Tiroteios. A intensidade dos tiroteios também é algo certo nas reportagens. Até quando tempo durou alguns colegas colocam no texto. O calibre das armas e se houve explosão de granadas figuram nas matérias.

5- Correria e clima de pânico. Estão sempre ao pé do primeiro parágrafo. Pessoas se escondendo embaixo dos carros e comércio fechado.

6- Saldo da ação: quantidade de mortos, feridos, armas e drogas apreendidas.

7- Duas coisas que ultimamente vem tendo mais destaque do que o balanço das operações: números e alunos que ficaram sem aula por causa do tiroteio e interrupção das obras do PAC em algumas comunidades. Interdição do trânsito também é citada pelo pessoal de TV.
8- Protesto. Sempre que um inocente é baleado ou morto, moradores acusam a polícia e fazem uma manifestação com cartazes, queimam pneus e fecham vias importantes. Muitas vezes, só há mulheres e crianças nesses manifestos e sabe-se que são situações orquestradas pelo tráfico. Nem sempre, é claro.



Atento a essas informações, sua reportagem está praticamente pronta.

Temos isso?











PM não levou fé em informação passada pela Civil

O coronel Mário Sério Duarte, comandante-geral da PM é uma figura muito mais acessível do que a maioria dos oficiais que chegaram ao posto máximo da corporação. Nomeou um relações-públicas que atende à imprensa, convoca coletivas e tem bom relacionamento com os jornalistas. Reconheço.

Na primeira coletiva após o sábado sangrento no Rio, no entanto, Mário Sérgio falou uma coisa muito importante, mas que passou batido por praticamente todos os coleguinhas presentes. Ele disse que a Polícia Civil havia informado sobre a invasão ao Morro dos Macacos, mas justificou a omissão pelo simples fato de a informação não ter sido confirmada pelo Serviço Reservado da PM, a P2.

A declaração é gravíssima, visto que a PM não precisa confirmar informações passadas pela Civil, que é a polícia judiciária e responsável por investigar. Sabe-se que a P2 também investiga, mas o fato de a PM não confirmar a informação de outra corporação, não significa que a mesma não tenha procedência.
Penso que o comandante-geral deveria ter sido questionado por este procedimento equivocado.


Dança das cadeiras na Polícia Civil


Deu no Boletim Interno da Polícia Civil mais um capítulo da recorrente dança das cadeiras na corporação. Diante das mudanças, vale alguns comentários.

Cheio de moral, Carlos Augusto Nogueira Pinto deixa a 16ª DP (Barra da Tijuca), onde permeneceu por três anos (tempo recorde). Há tempos Nogueira falava em sair da Barra para uma unidade da Zona Sul e conseguiu ficar com a 9ª DP (Catete).

Monique Vidal retorna à Copacabana, mas desta vez fica na 13ª DP (que dizer ser Ipanema). Ela deixa a 6ª DP (Cidade Nova), onde assume Fernando César Reis.

Depois de fazer um bom trabalho à frente da Deat, a delegacia do Turismo, Fernando Veloso, foi para a 7ª DP (Santa Teresa), onde nem Nextel tem sinal. Agora volta ao Leblon, mas para a 14ª DP (Leblon). Tércia Amoedo fica como a 7ª DP.

Região com altos índices de criminalidade, a 19ª DP (Tijuca) também vai mudar. Walter de Barros se aposenta e dá lugar a Luís Claudio Cruz.

Outro destaque que merece ser lembrado é a mudança na 35ª DP (Campo Grande). Ronald Hurst assumiu a delegacia em meio a uma crise envolvendo milicianos e informantes do ex-titular da unidade, mas conseguiu colocar ordem na casa. Também mandou bem, mas dá lugar a Fábio Barucke, que andava envolvido com a força-tarefa na região. Antes, esteve na 74ª DP (Alcântara). Como se pode ver, algumas decisões são meramente políticas.

As delegacias referentes às áreas dos morros dos Macacos, 20ª DP (Vila Isabel), e São João, 25ª DP (Engenho Novo), também tiveram seus delegados trocados. Na primeira, assume Leila Goulart, que deixa a 37ª (Ilha), e na segunda, quem comanda é Carlos Henrique Machado.

REVISTA VEJA: QUEM CHEIRA MATA




VISÃO DO INFERNO


Tiroteios com armas de guerra, corpos carregados e o morto no carrinho de compras -saldo de mais um confronto da polícia carioca com traficantes - tomaram as páginasde jornais e assustaram o mundo: organizar a Olimpíada de 2016 será um enorme desafio. Será difícil. Será doloroso. Os fatos ocorridos na semana passada, no Rio de Janeiro, ilustram o tamanho e a complexidade do desafio de elevar a níveis satisfatórios a segurança na cidade que sediará os Jogos Olímpicos de 2016. A dimensão do problema é abismal. Das 1 020 favelas da cidade, 470 estão nas mãos de bandidos. A dificuldade de acesso pelas vielas, a topografia montanhosa e a alta densidade populacional as transformaram em trincheiras. Na cidade, são vendidas 20 toneladas de cocaína por ano, comércio que produz 300 milhões de reais e financia a corrida armamentista das quadrilhas que disputam territórios a bala. Diante dessa realidade - e de cenas assombrosas, como a de um corpo despejado em um carrinho de supermercado e de policiais queimados nos escombros do helicóptero derrubado -, a pergunta que se estampou na imprensa mundial foi: será possível para a cidade sediar a Olimpíada? A resposta existe. Sim, é possível. Mas para isso precisa tomar como norte as palavras do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. “Foi o nosso 11 de Setembro.” A alusão aos ataques terroristas nos Estados Unidos, em 2001, se justifica. Não tanto pela semelhança e gravidade dos acontecimentos, mas pela necessidade de o país inteiro se mobilizar para resolver o problema da segurança do Rio.
Nunca antes os traficantes haviam chegado tão longe. Incumbido do resgate de feridos no confronto - que se estendeu pelos dias seguintes, produzindo 39 mortos, 41 presos e dez ônibus incendiados -, o helicóptero se preparava para pousar pela terceira vez na favela. Alvejado, caiu em chamas, matando três ocupantes. O armamento pesado, capaz até de perfurar blindagens, já está em poder das quadrilhas há mais de dez anos, como demonstram as apreensões feitas pela polícia. Como essas armas chegaram ao topo dos morros e por que continuam ali é a questão central. A polícia carioca tem um histórico de conivência com a bandidagem que a faz a mais corrupta do Brasil. Essa promiscuidade criminosa mina o ambiente de trabalho dos policiais e fortalece os bandidos. Se restavam dúvidas, elas se dissiparam, na semana passada, nas cenas de policiais flagrados em mais um crime. Em vez de prenderem os homens que acabaram de cometer um assassinato, tomaram deles os pertences roubados da vítima, que não socorreram. Uma suposta participação dos policiais será ainda investigada. O governador Sérgio Cabral tem uma avaliação realista sobre a situação de sua polícia. “Estamos longe, muito longe do ideal”, diz. Mas garante que isso não interferirá na realização dos Jogos. “Se eles fossem daqui a três meses, não haveria problema. A mobilização das forças de segurança em eventos assim é muito grande. O desafio é construir uma segurança de fato.”
O reconhecimento pelos encarregados da tarefa é um bom sinal. Ajuda a desentupir as artérias que levam a uma solução. Muitos dos passos a serem dados são conhecidos, há anos, pelos profissionais de segurança. Fazem parte disso as ocupações permanentes de favelas, iniciadas no ano passado, com resultados animadores. Outra medida em curso é a neutralização de qualquer influência política na indicação de delegados e comandantes de batalhões. São avanços importantes, porém insuficientes. A dificuldade maior, daqui para diante, será admitir que, para mudar, é preciso enfrentar velhos problemas, e assumir responsabilidades sobre eles. Nas próximas páginas, estão expostos quinze pontos sistematicamente varridos para debaixo do tapete quando se discutem soluções para a prevalência do crime no Rio. Trazê-los ao debate é a contribuição de VEJA para a reconstrução de uma cidade maravilhosa.
Fotos Patricia Santos/ AE; Guilherme Pinto; Marcos d’Paula/ AE



QUEM CHEIRA MATA: O usuário de cocaína financia as armas e a munição que os traficantes usam para matar policiais, integrantes de grupos rivais e inocentes.• A venda de cocaína aos usuários cariocas rende 300 milhões de reais por ano aos bandidos. Os usuários de drogas financiam a corrida armamentista nos morros. Cada tiro de fuzil disparado tem também no gatilho o dedo de um comprador de cocaína. Essa realidade não é facilmente admitida. A tendência é tratar o usuário com leniência. Alguns países — o México é um exemplo — deixaram de considerar crime o porte de pequenas quantidades de cocaína. É uma medida temerária que aumenta a arrecadação dos bandidos e, como resultado, o seu poder de fogo.

Cabral , cara de Pau...


PEGA UM FUZIL E FAZ...

A insegurança pública no Rio de Janeiro é uma tragédia de todo dia. Um estado de intranqüilidade constante que tem sido aumentado geometricamente nos últimos dias, em face das alucinadas operações de incursões em comunidades carentes que se multiplicam em um descontrole completo.
Já escrevemos que o Estado não pode assumir o risco de morte ao promover suas ações, porém os governantes não escutam e as mortes se sucedem, assim como as vítimas inocentes das balas perdidas.
Hoje assistimos na TV a população da PM acuada pelo Estado que teima em resolver do seu jeito com a tática do tiro, porrada e bomba.
Parafraseando um Coronel de Polícia pródigo em frases de efeito (duvidoso):
- Policial vai lá pega um fuzil e (faz merda!).
Pior, quem sentará diante da Justiça serão os Policiais que aceitarem esse conselho.

Opinião:
O Governador não entra nem no CHAPADINHO (Pavuna) uma favelinha pequena que a PM está penando para acbar o tráfico de drogas. O coronel podia dar uma força por aqui.

Cidade Alta espalha faixas de apoio a Rato




Há uma semana cumprindo pena em uma cela do seguro, o traficante Carlos Henrique dos Santos Gravini, o Rato, 34 anos, recebeu um apoio inusitado vindo de comparsas da Favela Cidade Alta, em Cordovil, na Zona Norte do Rio: várias faixas com os dizeres “Fiel, na alegria ou na tristeza, nunca iremos te abandonar. Juntos até o fim, comunidade vibrante”. Ele foi colocado no seguro após ser espancado com pedaços de madeira e ameaçado de morte por ter mandado matar um antigo aliado. De acordo com a Polícia, ele perdeu o controle da Cidade Alta, entregue para um criminoso conhecido como Lafon.

As faixas foram espalhadas pela favela – composta pelas localidades Pica-Pau, Cinco Bocas, Avilã, Serra Pelada, City, Divinéia e Roraima – que, de acordo com a Polícia, o criminoso assumiu após a morte do chefão do tráfico de drogas da região, Gilberto Martins da Silva, o Mineiro, 36, assassinado em confronto, em outubro do ano passado.




Com 17 anotações criminais, já condenado a 63 anos de prisão e aguardando outros julgamentos, Rato estava preso na Penitenciária Gabriel Castilho, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, onde cumpria as penas impostas pela 1ª Vara Criminal de Madureira e pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias, respectivamente pelo assassinato de dois policiais militares, praticado em março de 2007, e por roubo cometido com emprego de arma de fogo, concurso de pessoas e restrição à liberdade da vítima, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano.


Na terça-feira da última semana, dia 13, o detento teve que ser transferido para a Penitenciária Doutor Serrano Neves, onde foi colocado em uma cela do seguro após agentes penitenciários receberem a informação de que ele seria morto – por determinação da cúpula da facção criminosa Comando Vermelho (CV), da qual é integrante. A ordem – divulgada em primeira mão pelo Jornal POVO do Rio, na edição do último dia 15 – teria sido dada após pedido de uma das principais lideranças do CV nos dias de hoje, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 31, que é nascido e criado na Cidade Alta e atualmente chefe do tráfico de drogas na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha, também na Zona Norte.

Ele teria entrado em contato com um dos líderes da facção criminosa, Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP, 32, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para pedir autorização. O pedido foi feito depois que Rato ordenou a morte de um traficante conhecido como Dentinho, que havia ido até a favela visitar a família.



Uma das faixas foi estendida em frente à Escola Municipal Ministro Lafayette de Andrada, na Rua Água Doce. Uma segunda está na esquina das ruas Mar Grande e Poço Central – a principal da favela, por onde trafegam ônibus, veículos de transporte alternativo, motos e carros particulares.

“Quem lê essas faixas acha que a comunidade está apoiando ele, mas é mentira. Queremos paz. E longe de bandidos. Ninguém aprova o que ele manda fazer com os moradores”, desabafou uma autônoma que pediu para não ter a identidade revelada.

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Fotos: Pedro Pantoja




Sozinha, Sispen prende Facão em São Paulo


Um dos traficantes mais procurados do Rio, Nei da Conceição Cruz, o Facão, de 38 anos (foto), foi preso na tarde desta sexta-feira, no Guarujá, litoral paulista. Principal liderança da facção Terceiro Comando Puro (TCP), ele estava foragido desde abril, quando recebeu o benefício de trabalho extra-muros e não retornou à Casa de Custódia Cândido Mendes, no Centro. Facão era considerado evadido.

Ao contrário do que informou parte da imprensa, não houve auxílio da polícia de São Paulo na prisão de Facão. Ele era monitorado por meio de escutas telefônicas há pelo menos um mês pelo pessoal da Sispen (Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário). Os agentes chegaram ao traficante através da mulher dele, com quem ele ia se encontrar no momento da prisão e que era monitorada há muito mais tempo.

O próprio traficante ficou assustado no momento da prisão e chegou a pensar que estaria sendo sequestrado por bandidos ligados a traficantes rivais, já que os agentes da Sispen não usam uniforme e nem carro caracterizado.

Parte da imprensa repercutiu a prisão com alguns delegados e um deles chegou a dizer que pouco importava a autoria da prisão. O mais importante era a própria prisão. Isso é verdade, mas se a prisão fosse dessas delegacias, certamente Facão seria exibido como troféu, com direito à presença do secretário José Mariano Bertame, da Segurança.
Propina a policiais
Outro delegado disse que a Polícia Civil estava muito perto de prender Facão, mas a própria Sispen tem informes de que uma delegacia especializada estaria recebendo propina para não prender Facão. Claro que ninguém no órgão de inteligência confirma essa informação oficialmente, mas entre os agentes essa informação circula há tempos.

Responsável por uma guerra recente no Complexo da Maré, que já matou mais de 20 pessoas, Facão estava com dois mandados de prisão expedidos e agora perde o direito ao regime semi-aberto.

Parabéns ao pessoal da Sispen!


Um dos criminosos mais procurados do Rio, o traficante Ney da Conceição Cruz, o Facão, 37 anos, foi preso em Guarujá, no litoral de São Paulo, por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), subordinada à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Evadido do Sistema Penal desde o último 13 de abril, quando recebeu do juiz o benefício de trabalho extramuros, Facão vinha sendo monitorado há cerca de um mês – através de escutas telefônicas autorizadas pela promotora Valéria Videira Costa, titular da 21ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) e chefe do Núcleo de Monitoramento do Sistema Penitenciário no Ministério Público.

A equipe da Sispen, após identificar que ele se encontraria com a esposa no Centro do Guarujá, se deslocou para a cidade paulista e conseguiu prendê-lo no meio da rua. O criminoso não estava armado e também não resistiu à prisão. A mulher dele foi liberada. Segundo informações do órgão, o traficante acertava com a esposa a compra de um imóvel para que ela e os dois filhos se instalassem definitivamente no município do litoral de São Paulo.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro de Carvalho, reforçou a importância do Setor de Inteligência Penitenciária e ressaltou a importância da prisão.

“A Inteligência em qualquer segmento é importantíssima. Não temos que ficar brigando por domínio de equipamentos. Qualquer instituição séria pode ter recursos necessários para combater o crime. A prisão chegou em um momento muito importante, já que se questionava a existência da Sispen, que sempre apoiou o Ministério Público na elucidação de grandes delitos. A prisão do criminoso representa um baque significativo, já que ele e o Matemático (Márcio José Sabino Pereira, que também recebeu o mesmo benefício e não retornou ao presídio) queriam dar uma estrutura à facção criminosa com maior controle, o que seria um risco para a sociedade. Nosso próximo objetivo é o Matemático”, enfatizou César Rubens.


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Durante uma entrevista coletiva, o secretário foi questionado sobre a progressão de regime de presos de alta periculosidade, como Facão – que obteve na Justiça o benefício de trabalho extramuros, após conseguir uma vaga como auxiliar administrativo em uma empresa chamada ADG Comércio de Metais e Ferragens Ltda., em Bonsucesso.

“Os critérios para avaliação da concessão de um benefício aos presos existem. Mas, na nossa concepção deveriam ser iguais a alguns países onde determinados presos começam e terminam a pena no mesmo regime. Entendemos que presos de alta periculosidade, se condenadas ao regime fechado, devem cumprir a pena integralmente. Nós somos a favor da ressocialização, da reintegração, da remissão da pena, mas a progressão automática deve ser repensada pela sociedade. Os magistrados, às vezes, ficam reféns das leis que vigem hoje. Eles não podem interferir na lei. Ninguém está acima da lei”, ressaltou.

Leia mais sobre o Facão



Fontes:

Créditos Jornalísticos: Roberta Trindade
http://temosisso.blogspot.com/2009/10/sozinha-sispen-prende-facao-em-sao.html